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Biografia

Sâmia Bomfim é uma mulher jovem socialista e feminista de 27 anos. Filha de Antonia e Domingos e irmã e Dayane e Diego, nasceu em 22 de agosto de 1989 na cidade de Presidente Prudente, interior de São Paulo. Em 2007, aos 17 anos, mudou-se para São Paulo para cursar Bacharelado em Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciência Humanas da USP.

INÍCIO DA VIDA POLÍTICA

O interesse em política e, consequentemente, a vontade de atuar como agente transformador do mundo sempre esteve presente em sua vida, porém como residiu no interior, as possibilidades de movimentação se limitavam. A vinda para São Paulo, então, marca o início da sua trajetória política. O ambiente da universidade é favorável ao engajamento, uma vez que sempre há debates e assembleias, por exemplo. Assim, em 2008, Sâmia participou das eleições para o Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários "Oswald de Andrade" (CAELL), sendo membro das gestões de 2009, 2010 e 2012.

PSOL E JUNTOS

Sâmia se filiou ao PSOL e entrou para o MES (Movimento Esquerda Socialista - tendência interna do PSOL) no início de 2011, após a expressiva campanha de Plínio de Arruda Sampaio para a Presidência da República em 2010 e o contato que teve nos anos anteriores com a atuação de setores do partido no movimento estudantil. Além disso, a decisão veio pela necessidade e entendimento da importância da organização coletiva para arrancar vitórias reais para além do âmbito da universidade. No mesmo ano, fez parte da fundação do Coletivo Juntos, que constrói até hoje.

Sua militância na USP não ficou restrita ao CAELL. Sâmia também foi diretora do DCE Livre da USP - Alexandre Vanucchi Leme nos anos de 2011, 2012 e 2013.

Como estudante da USP, Sâmia começou sua militância no movimento estudantil e de juventude, lutando por mais verbas para educação, contra os casos de estupro e por mais creches na universidade. Para ela, o ano de 2013 foi o mais emblemático para a sua formação política, pois desenvolveu uma nova série de tarefas e papéis ao longo do ano. Sâmia destaca dois eventos imprescindíveis para seu avanço: as jornadas de junho e a greve na USP. O primeiro marca a luta em diversas capitais brasileiras contra o aumento das tarifas do transporte público, e traz a insígnia de ser a primeira grande vitória de sua geração. O segundo remete à mobilização dos estudantes por Diretas Já! para reitor na Universidade, deflagrando Greve Geral e ocupação da reitoria por três meses.

VIDA PROFISSIONAL

Entre os anos de 2008 e 2011, Sâmia trabalhou como professora de inglês no Cursinho da Poli e na escola de idiomas Wise Up. Em Outubro de 2011, após passar no concurso público para Técnico Administrativo da Biblioteca da POLI-USP, desde então conciliou os estudos, a militância e o trabalho, apenas se licenciando este ano do serviço público por conta do mandato de vereadora na cidade de São Paulo.

Sâmia se formou em 2013 na graduação em Letras. Assim, em 2014 passou a atuar efetivamente do movimento sindical da USP como Diretora de Base do SINTUSP/POLI. Durante o tempo como servidora pública, Sâmia participou de inúmeras mobilizações da categoria, como por exemplo na greve de 2014, momento em que os trabalhadores se levantaram contra a proposta absurda da reitoria da USP de 0% de reajuste nos salários.

JUNTAS: A LUTA DAS MULHERES MUDA O MUNDO

Sâmia integra o Coletivo Juntas desde a sua fundação em 2011. Em 2013, tornou-se Coordenadora da regional São Paulo.

A primeira vez que sentiu na pele a diferença de tratamento entre mulheres e homens na política foi durante uma assembleia de estudantes na USP no ano de 2012, quando um indivíduo de outra organização política da universidade a provocou dizendo “da próxima vez coloca um homem [na mesa da assembleia]”. Não contente, em outro momento, sentiu-se confortável em dar um soco no rosto da Sâmia. Nesse caso, a organização do Juntas e do Juntos foi imprescindível para o seu fortalecimento enquanto mulher na política e para trazer à tona o debate do machismo nesses espaços por meio de exaustivas denuncias e campanhas.

Sâmia também esteve na organização das mobilizações pelo ‘Fora Cunha’, contra a cultura do estupro e Feliciano. Além disso, foi processada pelo Alexandre Frota por ter organizado uma campanha de denuncia, quando ele declarou ter estuprado uma mulher em rede nacional. Por suas posições em favor das mulheres, teve a oportunidade de debater com a Marisa Lobo, a psicóloga da “cura gay”, e Sara Winter, a "ex-feminista", para defender nossas pautas.

CAMPANHA (2016) E O PRIMEIRO MANDATO

O processo da campanha eleitoral foi árduo em 2016, em meio à dificuldades financeiras e sem tempo de TV, rádio e cabos eleitorais, Sâmia foi eleita a primeira mulher vereadora pelo PSOL em São Paulo, além de ser a mais jovem mulher na Câmara Municipal.

A campanha representa um projeto coletivo de enfrentamento do conservadorismo, defendendo os direitos da população e lutando por uma cidade mais justa e igual. Cada voto, cada panfleto, cada compartilhamento, cada curtida, cada convencimento foram essenciais. Essa vitória é de todas e todos que, voluntariamente, participaram da construção de uma candidatura feminista e popular.

Leia aqui o primeiro relato de Sâmia sobre a campanha e como será seu mandato de vereadora: “Sâmia vereadora. Vencemos!”