Sessão solene homenageou os 60 anos do jornal São Paulo Shimbun. O evento foi realizado na noite desta segunda-feira (16/10) no Salão Nobre da Câmara dos Vereadores de São Paulo por iniciativa dos vereadores Aurélio Nomura (PV), Ushitaro Kamia (PFL), William Woo (PSDB) e Jooji Hato (PMDB).
Além dos vereadores, compuseram a mesa Jiro Maruhashi, cônsul-geral adjunto do Japão em São Paulo, Eduardo Ryoiti Mizumoto, presidente honorário do São Paulo Shimbun, Kokei Uehara, presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, Osamu Matsuo, presidente da Federação das Associações das Províncias do Japão, Makoto Tanaka, presidente da Câmara do Comércio e da Indústria Japonesa no Brasil, Teruo Makio, presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Gilberto Itiro Kosaka, diretor-presidente do São Paulo Shimbun e Walter Ioshi, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo.
Preservação da cultura japonesa no Brasil
Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a numerosa colônia japonesa do Brasil sentia muita necessidade de contar com um meio de comunicação publicado em japonês. Sob o ponto de vista do governo brasileiro, a fundação de um jornal dedicado à colônia seria importante para estabelecer laços permanentes com os imigrantes. Assim, em 8 de outubro de 1946, o São Paulo Shimbun é fundado e logo se torna o principal órgão de comunicação da colônia japonesa no Brasil.
A primeira edição saiu quatro dias depois da fundação. Naquela época o jornal era impresso no Rio de Janeiro. Mituto Mizumoto, primeiro proprietário do jornal, transportava as páginas montadas em linotipo para a então capital brasileira e depois as levava para os censores do governo. Em seu primeiro editorial, o jornal declarou sua neutralidade em questões de natureza política e se comprometeu a tratar de todos os assuntos do interesse dos japoneses radicados no Brasil, além de lutar pela preservação de seus valores culturais.
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