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Empresas investem em soluções para economizar água PDF Imprimir

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A falta de chuva neste ano e a constante queda do nível do Sistema Cantareira obrigou a Sabesp a buscar alternativas para reduzir o consumo de água. Entre as medidas adotadas pela concessionária, está um bônus na conta do cliente que reduzir o consumo médio. O benefício vale para residências, comércios e indústrias. No entanto, faz tempo que alguns empreendedores investem em ações para poupar esse recurso natural.

A rede de sanduíches e grelhados Big X Picanha é uma das companhias que decidiu implantar iniciativas nesse sentido. No início de abril, todas as lojas aderiram à campanha “Sua Água Vale Ouro”. A proposta do projeto é dividir o valor economizado entre os funcionários. “Já realizamos um monitoramento de consumo em cada unidade e sempre orientamos os profissionais. Mas agora decidimos que, por exemplo, se os gastos com água na loja são de R$ 800 e esse valor passa a ser de R$ 400, vamos dividir essa economia em 50% para o dono e o restante para os funcionários”, explicou a diretora da marca, Rita Poli.  De acordo com ela, a expectativa é reduzir em 40% o gasto de água. Em um mês de campanha, cinco unidades economizaram de 130 metros cúbicos de água por segundo, uma redução de R$ 3 mil na conta.

A desenvolvedora de softwares SAS Brasil decidiu fazer reformas no escritório localizado na zona sul da capital paulista para que o espaço se tornasse sustentável. Entre as medidas, a companhia instalou arejadores nas torneiras, o que diminuiu a vazão de água de oito litros por minuto para 1,8 litro por minuto. Essa foi umas das iniciativas que rendeu ao SAS Brasil o reconhecimento da ONG americana USGBC (U.S. Green Building Council), que certifica empresas que adotam medidas benéficas ao meio ambiente.

“O projeto do novo escritório foi cuidadosamente desenhado, visando a modernização, preservação ambiental, satisfação e qualidade de vida dos nossos funcionários. Mas o ponto essencial desse prêmio foi o engajamento dos funcionários e visitantes, que participaram efetivamente do nosso programa de educação ambiental e incorporaram as práticas sustentáveis nas suas rotinas”, afirmou  a diretora de finanças para a América do Sul da empresa, Ednalva Costa Vasconcelos.

Divulgação
SAS
A desenvolvedora de softwares SAS Brasil diminuiu vazão das torneiras em seu escritório

Economia de 90%
O setor têxtil é outro exemplo de que é possível ter lucro preservando o meio ambiente. De acordo com a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), a categoria reduziu em 90% o consumo de água utilizada na produção. Antes, eram necessários 100 litros para fabricar um quilograma de tecido. Agora são apenas dez. Além de diminuir o gasto, diminuindo a conta no fim do mês, as fábricas também estão reutilizando a água em outras áreas.

Essa redução, explicou o coordenador da área de tecnologia e inovação da Abit, Sylvio Napoli, é consequência de uma conscientização ambiental dos empreendedores, que viram que podiam lucrar com ações sustentáveis. “Esses dois fatores caminham juntos. Além disso, a preocupação com o meio ambiente deixou de ser algo compulsório e passou a ser voluntário. Isso fez com que as empresas pensassem em processos limpos, e os resultados foram muito bons”, disse. (Kátia Kazedani)

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(21/05/2014 - 10h34) 

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