Procuradoria propõe acordo às famílias do Conjunto Habitacional Guarapiranga

Luiz França/CMSP

Moradores do Conjunto Habitacional Guarapiranga estiveram na Câmara para discutir possível indenização.

KÁTIA KAZEDANI
DA REDAÇÃO

O Procurador Geral do Município, Ricardo Ferrari Nogueira, propôs nesta quinta-feira (7/12) que os moradores do Conjunto Habitacional Guarapiranga, na zona sul, participem do grupo de mediação de conflitos para chegar a uma solução sobre a indenização que eles querem receber da Prefeitura por conta da interdição do prédio pela Defesa Civil em 2015, por risco de desabamento.

Construído em um terreno da SPTrans para abrigar as 40 famílias que moravam na área onde está o Terminal Guarapiranga, essas pessoas passaram a receber R$ 400 de auxílio-aluguel da Prefeitura. No entanto, elas alegam que o valor oferecido à época pela Prefeitura era de R$ 1,2  mil e o recuo na proposta gerou uma série de dificuldades para a população. “É impossível alugar qualquer coisa com o que estamos recebendo”, disse a moradora do Conjunto Habitacional Guarapiranga Graziele Alves.

O representante dos moradores do conjunto, Alexandre Bezerra da Silva, contou que muitos fizeram contrato de aluguel por R$ 1,2 mil e depois não tiveram dinheiro para pagar. “Os prejuízos foram muitos por conta dessa indefinição de valores. Alguns tiveram que mudar mais de uma vez e mesmo assim não acharam um lugar para alugar com o valor que está sendo pago. Queremos, no mínimo, R$ 150 mil de indenização porque reformamos os apartamentos e ainda estamos pagando as prestações”, disse.

Durante a reunião, Nogueira comentou que essa é uma “situação difícil” porque muitos pontos administrativos precisam ser melhor entendidos. “O grupo de mediação de conflitos seria o centralizador e as famílias que forem resolvendo sua situação vão saindo da ação contra a Prefeitura”, disse.

Para o Procurador Geral, a intenção é “fazer com que o processo ganhe velocidade e chegue a um bom termo”. “A Procuradoria está auxiliando a administração direta para ajudar os moradores”, disse Nogueira.

Representantes da SPTrans participaram da reunião e concordaram com a proposta do Procurador Geral. Diferentemente dos moradores do Conjunto Habitacional Guarapiranga. “Achei que sairia daqui com a solução e não estou satisfeita com essa proposta”, disse Daniela Roque dos Santos. A aposentada Maria Verônica Ambrósio concordou com Daniela. “É muita humilhação. Queremos uma solução”, argumentou.

O representante dos moradores achou importante a decisão do Procurador Geral. “Estamos caminhando para uma solução e precisamos resolver logo porque as pessoas estão pagando aluguel”, disse Silva.

O vereador Ricardo Nunes – autor do requerimento aprovado pela Comissão de Finanças e Orçamento para a realização dessa Audiência Pública – ficou satisfeito com o debate. “Saímos daqui com um compromisso firmado. É inegável que a SPTrans está sendo ineficiente porque o problema está há anos sem solução e as pessoas estão desesperadas porque não se resolve esse problema de ter um teto para morar”, disse.

O peemedebista acha o Poder Público errou nessa situação. “Houve omissão do poder público porque precisamos entender porque a SPTrans não acionou a Camargo Corrêa e a OAS  [construtoras responsáveis pelo Conjunto Habitacional Guarapiranga] pelo serviço mal feito. Vou acompanhar todo o processo até que a situação dessas pessoas se resolva. Vou me dedicar”, disse Ricardo Nunes.

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