CPI pede quebra de sigilos fiscal e bancário de sócio da Feira da Madrugada

Luiz França/CMSP

A CPI da Feira da Madrugada se reuniu nesta terça-feira na Câmara

ELDER FERRARI
DA WEB RÁDIO CÂMARA

A CPI da Feira da Madrugada ouviu nesta terça-feira (12/9) o empresário chinês Zhu Surong, sócio da Talismã Fundo de Investimento em Participações, que junto com a Mais Invest Empreendimentos e Incorporações S/A obteve a concessão por 35 anos da obra pública para a implantação, operação, manutenção e exploração econômica do Circuito das Compras, nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Ifigênia e rua 25 de março.

Zhu Surong deveria ter sido ouvido na reunião anterior da CPI, mas requisitou tradutor para mandarim. Com uma tradutora disponibilizada pela CPI, Zhu Surong, de 55 anos, disse que está no Brasil há 31 anos e que antes de ser investidor tinha duas lojas na Galeria do Rock, mercearias no Brás e na Liberdade, e posteriormente uma importadora de nome Mitral.

Contou que atualmente é apenas investidor e tem 15% de participação na empresa Talismã. Ele disse ter investido até agora R$ 13,5 milhões no Consórcio Circuito de Compras.

O presidente da CPI, vereador Adilson Amadeu (PTB), disse que ficou claro para os membros da Comissão que o senhor Zhu Surong mentiu e que será pedida a quebra dos sigilos dele.

“Investiu mais de R$ 13 milhões, mas já recuperaram R$ 80 milhões. Disse que nunca teve um comércio gigante, então como que consegue comprar uma participação num Consórcio de R$ 13 milhões. Tudo isso nós vamos encaminhar para a Receita Federal. Vamos ver o imposto de renda. Vamos pedir a quebra do sigilo fiscal e bancário dele.”

Construção do Shopping

Zhu Surong não quis responder sobre a atual situação dos comerciantes da Feirinha da Madrugada que reclamam do espaço que irá abrigar a feira temporariamente, enquanto o local passa por reformas.

Diversos locatários da Feira da Madrugada têm comparecido às reuniões da CPI para reclamar da relação com o Consórcio, alegando uma série de irregularidades. Reclamam que o pavilhão temporário, para o qual serão transferidos, é pequeno e “de difícil acesso” para os comerciantes.

Outro problema é o atraso na mensalidade por parte dos locatários. O advogado do Consórcio Circutio de Compras Luis Eduardo Serra Neto disse que essa questão do não pagamento das obrigações contratuais com o Consórcio é realmente crítica.

“O Consórcio entende que isso tem a ver muito com a insegurança jurídica da relação contratual, na medida em que existe até uma CPI discutindo a situação, embora nós consideramos que o contrato é legal. Nós ouvimos das pessoas que elas não querem pagar porque entendem que o contrato pode ser rescindido.”

As obras do novo Shopping Feirinha da Madrugada podem levar de 18 a 24 meses. O projeto prevê 230 mil m² de área construída, 4 mil boxes, 1,8 mil lojas, quatro praças de alimentação, bancos, casas lotéricas, posto dos Correios, creche, ambulatório, área multiuso para desfiles, eventos entre outras funções.

2 Comments

JOSimar

Nois aqui do hortifrutigranjeiros onde existe um galpão, :conhecido como galpão amarelo: estamos preupados, pois o nosso espaço nao comporta feira da madrugada e hortifrute juntos, mas a questão capitalista não aceita nossa opinião… já existe uma associação nos explorando.. aí fica realmente difícil.. Josimar

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Gilvan

Emgraçado em quanto acontesse tanta mentira é desonestidade nessa CPI os comerciantes da FEIRINHA DA MADRUGADA Fica de maos atadas por conta de tanto nau feitores que lá abitam.

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