CPI da Feira da Madrugada discute segurança e privilégio na distribuição de boxes

Luiz França/CMSP

CPI da Feira da Madrugada teve a sua sexta sessão ordinária

ANDREA GODOY
DA TV CÂMARA

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Feira da Madrugada apurou denúncias sobre abusos da segurança do local e favorecimento na distribuição de boxes durante a sexta reunião ordinária dos parlamentares. Para isso, responsáveis por esses setores foram convocados, mas segundo os vereadores, as informações prestadas são contraditórias.

Acompanhados por advogados, responsáveis pelas empresas de segurança e um permissionário responderem questões feitas pelos vereadores.

O permissionário Daniel Ferre Filho conseguiu um habeas-corpus para não assinar o termo de compromisso de falar a verdade, assinado por todos os que prestam esclarecimentos à CPI. Ele alega que possui apenas um boxe na feira.

O vereador Camilo Cristófaro (PSB), relator da CPI, questionou a apresentação do habeas-corpus.  “Quem não deve não teme. Se ele veio com habeas-corpus é porque estava com medo de sair algemado daqui. Hoje nós descobrimos também que ele é sócio da Feira e tem uma esposa policial que é dona não de um só box, mas de seis. Ou seja, quem não tem medo não pega habeas-corpus.”

Já os empresários da Santo Segurança, empresa que atua na Feira, negaram responsabilidade sobre a segurança interna e não forneceram detalhes do efetivo de funcionários no local.

Mário Gonçalves Soares, sócio da empresa, diz que seus funcionários cuidam apenas da portaria. “Eles não participam da segurança, fazem a fiscalização de entrega e saída da mercadoria. E quando são requisitados pela administração, chamam a Polícia Militar ou a Guarda Municipal”.

O presidente da CPI, vereador Adilson Amadeu (PTB) confrontou o sócio da empresa com as denúncias recebidas pela Comissão.  “Quais informações que estão vindo aqui? Que os senhores batem, que andam armados, que põem cachorros para cima…”

A feirante Cássia Guerreiro afirma que a família dela está sob ameaça por ter denunciado irregularidades na Feira da Madrugada.

“Jogo de Bicho colombiano, as ameaças, intimidações que eles fazem com os comerciantes, e esses boxes ilegais na rota de fuga do Corpo de Bombeiros, onde não poderia ter”, listou ela.

A CPI apresentou boletins de ocorrência do 12º Distrito Policial (Pari), que fez a apreensão de mercadorias de procedência ilegal na Feira da Madrugada. “Só pirataria e contrabando, no dia 2 de agosto, foram oito caminhões carregados para o 12º DP”, disse Amadeu.

4 Comments

Daniel Ferreira

Há muito a investigar nessa “feirinha”. Todo dia aparece alguma coisa “sinistra”!

Tiago Moraes

Mais um vez uma mulher teve a coragem que homens nunca tiveram!
Cássia Guerreiro, faz jus ao nome!

Devair gomes

Estao querendo derrubar o setor cinza .
E tirar todos que tem TPU de la para colocar Box novos que foram “sorteados” ..

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