Câmara recebe especialistas para debate sobre a Febre Amarela

Luiz França/CMSP

O debate foi realizado no Auditório Prestes Maia da Câmara

ELDER FERRARI 
DA WEB RÁDIO CÂMARA

O vereador Gilberto Natalini (PV) realizou mais uma edição do Ciclo de Debate Município Saudável, nesta sexta-feira (23/02), que tratou da incidência de Febre Amarela na cidade e no Estado de São Paulo.

Um dos palestrantes foi o médico responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, Marcos Boulos. Ele informou que, no ano passado, 7milhões de pessoas foram vacinadas no Estado e que o objetivo da Secretaria é imunizar pouco mais de 9,2 milhões de pessoas até o fim do 1º semestre deste ano.

Luiz França/CMSP

Marcos Boulos

Marcos Boulos esclareceu que os casos registrados até aqui, são de febre amarela silvestre, que a intenção é vacinar a população de todo Estado, mas que, por enquanto, o principal objetivo é vacinar pessoas que moram em regiões próximas de matas ou que irão para essas regiões.

“As pessoas tem ficar tranquilas, conhecer a doença, os riscos de serem infectadas, e se vacinar quando for necessário. Nós vamos ter que vacinar todos, mas há prioridades, já que onde está circulando o vírus as pessoas podem morrer rapidamente, então precisa vacinar esses primeiro.”

Boulos explicou que na maior parte dos casos a febre amarela não é uma doença grave e se parece muito com a dengue e outras doenças infecciosas, pois dá febre, dores musculares e de cabeça, mas depois de 4 dias vai embora. Segundo o médico, apenas 10% dos casos evoluem para um quadro mais grave atingindo o fígado.

“Mas nesses casos, quando a pessoa começa a sentir mal, com náuseas, ficar amarela, tem que correr para o médico porque pode evoluir rapidamente e aí precisa de um hospital especializado para ter uma terapia intensiva que o mantenha bem.”

Protocolo para identificação da febre amarela

O responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde Marcos Boulos explicou que o protocolo usado para o diagnóstico de febre amarela respeita três condições.

“A pessoa esteve em região onde tem a transmissão da doença, se a pessoa apresenta características da doença: febre, dor de cabeça e está ficando com características de icterícia e o terceiro protocolo é o laboratório que vai tentar identificar se o vírus está presente naquele indivíduo.”

Vacinação

Luiz França/CMSP

A diretora da COVISA (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) da Prefeitura de São Paulo, Cristina Shimabukuro, informou que até agora dos quase 11,7 milhões de habitantes de São Paulo, pouco mais de 4,3 milhões foram vacinados, portanto ainda faltam vacinar pouco mais de 7,3 milhões de pessoas na cidade. Ela garantiu a eficácia da vacina fracionada contra a febre amarela e disse que toda a população de São Paulo será vacinada, porém, neste momento, a prioridade são as áreas de risco.

“A febre amarela que ocorre hoje em São Paulo é a silvestre, o vírus tem como transmissor os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem em área de mata, então nós estamos priorizando a vacinação de moradores do entorno das matas e áreas contíguas as de maior risco. Pessoas que frequentam áreas de risco tem que ser vacinadas. Mas a intenção é vacinar toda a população de São Paulo.”

Reação à vacina da febre amarela 

A diretora da Covisa garante que essa vacina fracionada contra a febre amarela é muito segura, porém pessoas com imunossupressão (redução da atividade ou eficiência do sistema imunológico) não podem ser vacinadas.

“Nós fazemos uma triagem muito cautelosa antes da vacinação e quem não puder se vacinar

Luiz França/CMSP

Gilberto Natalini

precisará se utilizar de outros recursos, como não ir para áreas de risco, usar repelentes, telas de proteção nas janelas e investigar se há criadouros de mosquitos dentro de casa.”

O vereador Gilberto Natalini (PV), organizador do Ciclo de Debate Município Saudável na Câmara Municipal de São Paulo, disse que há preocupação com o avanço da febre amarela e uma grande vontade de ajudar os órgãos públicos da saúde a conter essa epidemia.

“Temos que alertar a população para ajudar no combate ao mosquito, para não matar os macacos, já que eles são as sentinelas da doença. Hoje foi a primeira reunião sobre febre amarela que nós organizamos, para que a Câmara e as lideranças da comunidade sejam orientadas a ajudar nesse combate.”

A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA-SP) possui uma página destinada a esclarecer dúvidas sobre a febre amarela. Para mais informações consulte no seu buscador da internet Vigilância em Saúde São Paulo.

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