Câmara apoia discussões políticas em Virada

Rafael Italiani/CMSP

Vereadores conversam com participantes da Virada Política

RAFAEL ITALIANI
DA REDAÇÃO

A Câmara Municipal de São Paulo abriu as portas neste sábado (11/11) para se tornar o “Oásis da Política”. Esta foi a temática da Virada Política, que aconteceu nos corredores da Casa. Diversos coletivos que fomentam assuntos relacionados à política e à participação popular na gestão pública estiveram presentes. Jogos que ensinam sobre legislação também foram realizados.

“São dois dias de exercício para abastecer os outros 363 do ano. A gente espera que as pessoas, entendendo que aqui é um espaço de diálogo, de tolerância, onde ninguém tem o domínio da verdade, mas que as diferentes partes se encontram e juntas avançam, desenvolvam soluções e levem adiante o diálogo que o País precisa”, disse Juliana Dal Pino, uma das organizadoras da virada.

Por volta das 10h, um time de oito vereadores da Casa chegou ao pátio da Câmara, ao lado do Auditório Freitas Nobre. Eles sentaram frente à frente com a população, trocaram ideias e explicaram a atuação de cada um dentro do Legislativo. Soninha (PPS), José Police Neto (PSD), Caio Miranda (PSB), Sâmia Bomfim (PSOL), Patricia Bezerra (PSDB), Eduardo Suplicy (PT), Natalini (PV) e Antonio Donato (PT) participaram do que foi chamado de “flertaço com vereadores”. Soninha ficou satisfeita com a experiência.

“As pessoas são muito diferentes uma das outras e essa é a realidade. A gente acaba frequentando os mesmos ambientes, tendo os mesmos oponentes, os mesmos aliados, e hoje, em duas horas, eu falei com pessoas de perfis ideológicos, níveis de envolvimento, de conhecimento prévio, de engajamento, e isso é muito legal”, afirmou a parlamentar. Ela disse também que se frustra quando debates políticos são realizados sem a participação do atual cenário político.

A Virada Política teve o apoio da Escola do Parlamento da Casa. O diretor Humberto Dantas afirma que o evento é importantíssimo. “Entendemos que isso é absolutamente relevante para trazer esse pessoal disposto a pensar e debater uma nova política, em um espaço tradicional. O mote da virada é muito interessante: as pessoas se encontram, se desarmam, e debatem”, explicou Dantas. Apesar do apoio da Casa, foram os coletivos e organizações da sociedade civil que elaboraram o evento.

Jogo de cartas

No pátio, um grupo de jovens do “Fast Food da Política” montou uma mesa de jogos. Peças, baralhos e quebra-cabeças. Os curiosos começaram a se aproximar. Foi quando Julia Carvalho, diretora do programa de educação, fez a pergunta: “vamos jogar?”

Ela espalhou cartas sobre a mesa e começou o jogo Direitos e Silêncios. De um lado da carta, direitos fundamentes que as mulheres só conquistaram há pouco tempo, ou situações machistas e opressoras que elas ainda passam. Do lado contrário, a reflexão. Alguns participantes se surpreenderam ao descobrir que só em 2002 foi revogada uma Lei que permitia um homem terminar um casamento caso descobrisse que a mulher não fosse virgem.

Julia explicou que a ideia é surpreender e educar de forma fácil. “O jogo é acessível o suficiente para entender as regras que estão moldando as questões de gênero de forma estrutural, seja no Congresso Nacional ou na Justiça. Conseguimos fazer isso com crianças, mas nosso foco são os jovens.”

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